Saiu no P2 do jornal Público de Sábado dia 4 de Julho um dossier com algumas das (outras) ideias para o Terreiro do Paço. Tanto quanto sei, algumas foram propostas ao concurso público criado para esse fim. Tanto o suplemento publicado como as tais ideias são um desconsolo. Se bem que se apresentem como alternativas à proposta de Bruno Soares, escolhida e em discussão morna nalguns meios previligiados. Esta só parece ser polémica sobretudo pelo pavimento de losangos, coisa que já nem os Príncipes de Gales usam e consideram de arrojo ou bom gosto.
As ideias publicadas pouco mais enriquecem ou sequer aquecem a discussão, que devia andar sobre a mesa por umas boas décadas (como diz Pedro Gadanho). Plantas e vistas aéreas editadas digitalmente pensam a praça de um ponto de vista que ninguém vê nem usufrui, excepto na rara circunstância de um voo rasante às águas do Tejo, baixinho, baixinho a entrar sobre a Baixa. Quem lá chega da Rua Augusta atravessa a soleira e o desabrigo de uma praça sobredimensionada e quase desmotivada a alcançar a margem do rio.

A maioria de nós repete a mesma ideia banal e já sem pensar porque é que a tem – que a praça não devia ter trânsito, que devia ser como as praças espanholas, cheias de esplanandas e performers de rua e tal e tal – mas a escala é outra, mais desmensurada e hostil e não o grande pátio com deambulatório das cidades hermanas. Ficam aqui, mas sobretudo aqui, os desenhos de uma outra proposta que, por motivos vários, acabou por não chegar às páginas de o Público.
Para prolongar essa discussão urgente e necessária e a aparente (evidente) ausência de ideias. Os desenhos, ao contrário das plantas, permitem sentir a proposta do ponto de vista do observador, do passeante comum que chega ao terreiro e o atravessa a pé. Que quase não vê o rio apesar de o saber lá.


Desenhos e proposta de Eduardo Côrte-Real.

Bom, há já uns tempos que por aqui não passo… e não, ainda não estou de férias, mas está quase, já faltou mais.
Não vou sugerir nenhum vídeo desta vez… apenas um site que descobri há um tempo… é a página pessoal de um artista (generalizo ao dizer artista, para não dizer nenhuma barbaridade, que hoje em dia, os termos são tantos, as definições são tantas que o risco de confundir é maior) chamado Russ Mills. O site é o http://www.byroglyphics.com e sugiro que explore toda a sua galeria. Cada imagem é um concentrado de expressão e dinâmica.
Espero que goste.
Aqui vai outra sugestão…
Desenhos feitos num software chamado Rhonda.
Um possível caminho que o desenho tomará de futuro…
http://rhondaforever.com
Espero que goste, e boas férias.
Muito obrigada pelas sugestões, Diogo, tenho gostado muito…dos comentários e das sugestões. Isto tem estado meio parado, não porque eu esteja de férias mas porque, pelo contrário, tenho estado demasiado ocupada. Mas continuarei a publicar coisas, para já vão os desenhos dos alunos e alunas deste ano. Boas férias para ti!