A construção do Palácio da Ajuda prolongou-se desde 1796 até à década de 30 do século XIX e tem sido tão atribulada que nunca se concluiu.
Implantado no local onde a família real portuguesa construiu a “Real Barraca” após o terramoto de 1755, assim designada por ser de madeira, o Palácio da Ajuda iniciou-se em 1795 segundo um projecto de Manuel Caetano de Sousa. Pouco depois o plano teria alterações significativas, com a introdução da estética neo-clássica e redesenho dos arquitectos Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva.
Apesar do nome, só em 1861 adquiriu o estatuto oficial de residência régia.
D. Maria Pia de Sabóia, mulher de D. Luís, deu início às obras de actualização estética, contratando Joaquim Possidónio Narciso da Silva que deu à fachada nascente o gosto italiano e a entrada principal. O átrio seria ocupado pelo programa escultórico das Virtudes inseridas em nichos e foi delineado por Machado de Castro a partir de 1802.
Encerrado após a implantação da República, foi parcialmente transformado em Museu em 1968, servindo ainda como sede do Ministério da Cultura, IPPAR e IPM.
Como o Palácio continuava inacabado, nos anos 40 do séc. XX o Arq.º Raul Lino é por duas vezes encarregue de projectar o remate do edifício. Nenhum destes projectos foi realizado.
Em 1974, um grande incêndio destrói a Galeria de Pintura de D. Luís e parte da ala norte. Segundo relatos da imprensa, neste incêndio teriam sido destruídas grande parte das obras de arte ali existentes, num número aproximado de 500 quadros.
Em 1987 o Arq.º Gonçalo Byrne é convidado a desenhar a ala poente, que continua por rematar. A ampliação do Palácio da Ajuda, em Lisboa, e a construção de novas vias de circulação rodoviária estaria prevista no plano de pormenor para a zona, apresentado por este arquitecto. O projecto previa a ampliação do Palácio da Ajuda, a construir a nascente do actual edifício, que iria restituir a simetria nunca alcançada do edificado.

