Em 1936, foram encomendadas pela Administração do Porto de Lisboa, que tem na altura a tutela da margem esquerda do Tejo e a jurisdição sobre todo estuário do Tejo, as estações fluviais de Belém e Terreiro do Paço. Infelizmente ainda não consegui descobrir quem foi o arquitecto responsável pelo projecto da Estação Fluvial de Belém.
Actualmente é ali que se pode apanhar o barco para a Trafaria e para Porto Brandão.
Do lado esquerdo da Estação, a olhar para o rio, temos o edifício do actual Museu da Electricidade, antiga Central Tejo, que forneceu de energia eléctrica a cidade de Lisboa desde cerca de 1914 (data da sua construção) até 1951.
Do lado direito, a Doca de Belém. Atrás, para lá da linha do comboio e da Av. da India, o jardim Afonso de Albuquerque e Palácio de Belém e o Museu dos Coches.
Ali perto, entre 1939 e 1940, é autorizada também a construção das estações marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, sendo entregue ao Arquitecto Pardal Monteiro a tarefa de executar o traçado das mesmas. No hall do 2º piso das Gares podem ver-se os catorze painéis sobre o Tejo, representando lides ribeirinhas e cenas portuárias, executados segundo a técnica da pintura mural a fresco, pelo pintor José de Almada Negreiros.

